Suporte informático interno vs. outsourcing: quanto custa um técnico para 30 postos?

Atualizado a 12 de outubro de 20267 min de leitura

Suporte informático interno ou outsourcing? Para uma PME de 30 postos, a resposta começa numa conta que quase ninguém faz até ao fim: o custo total de um técnico interno. Não é o salário — é o salário, mais subsídios, TSU, seguro, refeição, formação, ferramentas e o custo de ficar sem ninguém quando ele está de férias. No nosso exemplo, esse valor fica entre 30.300 € e 40.700 € por ano. É com este número que deve comparar qualquer proposta de avença.

Fazemos essa conta abaixo, com pressupostos à vista.

O custo total de um técnico interno, linha a linha

O salário que se negoceia na entrevista é só o ponto de partida. Em Portugal, a empresa paga:

  • 14 salários por ano: 12 meses mais subsídio de férias e subsídio de Natal.
  • TSU da entidade empregadora: 23,75% sobre a remuneração, na generalidade dos casos.
  • Seguro de acidentes de trabalho: obrigatório por lei (Lei n.º 98/2009); o valor depende da seguradora.
  • Subsídio de refeição por cada dia de trabalho.
  • Formação contínua: o Código do Trabalho dá a cada trabalhador direito a um mínimo de 40 horas de formação por ano. Num técnico de IT, a formação útil — certificações em redes, segurança, Microsoft — vai normalmente além disso.
  • Ferramentas: portátil, telemóvel, licenças de software de suporte remoto, de inventário e de monitorização, e deslocações.

Exemplo: dois cenários de salário

Componente Cenário A — salário base 1.400 € Cenário B — salário base 2.000 €
Salário × 14 meses 19.600 € 28.000 €
TSU entidade empregadora (23,75%) 4.655 € 6.650 €
Seguro de acidentes de trabalho (pressuposto) 300 € 300 €
Subsídio de refeição (pressuposto: 8 €/dia × 220 dias) 1.760 € 1.760 €
Formação e certificações (pressuposto) 1.500 € 1.500 €
Ferramentas, licenças e deslocações (pressuposto) 2.500 € 2.500 €
Custo total anual 30.315 € 40.710 €

Exemplo ilustrativo. A TSU e as regras de férias e formação são as previstas na lei; os salários e as restantes linhas são pressupostos que deve substituir pelos valores reais do seu mercado e da sua empresa. Não inclui custos de recrutamento.

Para referência: segundo o INE, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador em Portugal foi de 1.694 € em 2025. Distribuído por 14 meses, esse valor anda perto do salário base do cenário A; o cenário B representa um perfil mais experiente.

Em linguagem simples: a TSU (Taxa Social Única) é a contribuição para a Segurança Social. O trabalhador desconta 11% do salário, mas a empresa paga, por cima do salário, mais 23,75%. É um custo que não aparece no recibo do colaborador, mas aparece nas contas da empresa.

O custo que não aparece na tabela: os dias sem ninguém

Um técnico tem direito a 22 dias úteis de férias por ano. Se fizer as 40 horas de formação obrigatórias, são mais cinco dias fora. Total: 27 dias úteis — mais de cinco semanas — em que a empresa de 30 postos fica sem o seu técnico. Sem contar baixas ou a saída do próprio técnico, que obriga a recrutar e a reconstruir conhecimento do zero.

E as avarias não marcam férias. Quando o servidor falha em agosto, ou não há ninguém, ou a empresa chama alguém de fora que não conhece a rede — e paga por isso. Calculamos quanto custa cada hora parada em Quanto custa uma hora parada numa empresa de 20 postos?.

Uma pessoa, muitas especialidades

Uma empresa de 30 postos tem hoje, quase sempre:

  • uma rede com switches, access points Wi-Fi e firewall;
  • Microsoft 365 ou Google Workspace, com contas, licenças e regras de segurança;
  • um servidor ou serviços na cloud, e backups que têm de ser testados;
  • proteção dos equipamentos contra ataques, autenticação de dois fatores e políticas de passwords;
  • impressoras, telefones, por vezes equipamentos Apple ao lado de Windows.

É raro uma pessoa dominar tudo isto ao mesmo nível. O mais comum é um técnico forte no apoio aos utilizadores e menos à vontade em segurança ou redes — precisamente onde um erro custa mais. No outsourcing, tem uma equipa com especialistas em cada área, que já viu o problema noutras empresas.

Técnico interno vs. avença de outsourcing: comparação para 30 postos

Técnico interno Avença de outsourcing (IT Unlimited)
Custo anual 30.300 € a 40.700 € no exemplo, mais recrutamento Avença mensal fixa, definida após diagnóstico
Cobertura em férias e baixas Não existe Garantida pela equipa
Especialidades As de uma pessoa Redes, segurança, servidores, Microsoft 365, Apple
Conhecimento da empresa Elevado, mas concentrado numa pessoa Documentado e partilhado pela equipa
Presença física Permanente Remoto, telefónico e local (incluído a partir do Premium)
Fora de horas Horas extra ou nada Noites, fins de semana e feriados no Premium 365
Ferramentas de monitorização e segurança A comprar à parte Incluídas na avença

Quando é que o técnico interno faz sentido

Há casos em que faz. Se a empresa tem aplicações internas muito específicas que exigem alguém dedicado, se precisa de presença física permanente por razões de operação, ou se já tem dimensão para uma pequena equipa de IT, ter alguém dentro é uma vantagem. Mesmo aí, o mais comum é combinar esse responsável interno com um parceiro externo para segurança, redes e cobertura. Para empresas com 50 a 200 postos, explicamos este modelo em departamento de IT interno vs. outsourcing.

Para uma empresa de 30 postos sem essas necessidades, a avença tende a ganhar em cobertura, especialização e previsibilidade.

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Como comparar com uma proposta de avença

  1. Calcule o custo total anual do técnico com a tabela acima e os seus valores reais.
  2. Peça uma proposta de avença baseada num diagnóstico à sua infraestrutura — não num preço por posto tirado de uma tabela. Na DataRoad, a proposta IT Unlimited é fechada depois desse diagnóstico, para que o valor corresponda ao que efetivamente existe.
  3. Compare o que está incluído: deslocações, segurança, monitorização, horários. No escalão Essential, as deslocações ao local são orçamentadas à parte; no IT Unlimited Premium, a assistência no local está incluída.
  4. Leia as condições de saída. O contrato DataRoad é anual, com renovação automática, 60 dias de pré-aviso e sem fidelização.

Para uma visão geral de valores de mercado, veja quanto custa o suporte informático para empresas. E se está a preparar o orçamento do próximo ano, use o nosso guia de orçamento de IT para 2027.

Um caso real: PTR Pharma Consulting

A PTR Pharma Consulting, consultora na área da saúde e farmacêutica, escolheu a DataRoad para todo o apoio informático mensal, em contrato anual IT Unlimited com avença fixa. O âmbito cobre o suporte aos postos de trabalho, a rede wireless, as impressoras, a administração dos servidores e dos backups, a ligação à internet, a firewall e as VPN. O site institucional e o email profissional estão alojados nos servidores da DataRoad, com backups redundantes e proteção contra spam e phishing.

Em vez de um técnico a tentar cobrir tudo, a empresa tem uma equipa com responsabilidade sobre o conjunto — e um só contrato. Leia o caso PTR Pharma Consulting.

Perguntas frequentes

Quanto custa um técnico de informática interno a uma empresa?

No nosso exemplo, entre cerca de 30.300 € e 40.700 € por ano, com salários base de 1.400 € e 2.000 €. A conta inclui 14 salários, TSU de 23,75%, seguro de acidentes de trabalho, subsídio de refeição, formação e ferramentas. Não inclui recrutamento nem a cobertura de férias e baixas.

O outsourcing de informática é mais barato do que um técnico interno?

Muitas vezes é, quando se compara com o custo total do técnico e não só com o salário. A comparação justa inclui também o que cada opção cobre.

Quanto custa a avença IT Unlimited da DataRoad para 30 postos?

Depende dos servidores, da rede, das localizações e do escalão escolhido. A proposta é fechada depois de um diagnóstico à sua infraestrutura, com valor mensal fixo.

Posso manter o meu técnico interno e ter também uma avença?

Sim. É um modelo comum: o técnico interno trata do dia a dia e o parceiro externo assegura segurança, redes, monitorização, projetos e a cobertura quando o técnico não está.

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Fontes

DataRoad IT Unlimited

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